Após a celebração da Santa Missa deste Domingo, 19 de Abril, na Centralidade do Kilamba, Sua Santidade o Papa Leão XIV presidiu, já próximo do meio-dia, à oração do Regina Coeli, unindo-se espiritualmente à Igreja universal num momento de profunda alegria pascal e de comunhão com o mundo.
Dirigindo-se aos fiéis presentes e a todos quantos acompanhavam este momento, o Santo Padre convidou à oração confiante, centrada na Virgem Maria, como Mãe e companheira de caminho:
“Queridos irmãos e irmãs, unamo-nos agora em oração a Maria Regina Coeli, Rainha do Céu, para partilhar com ela a alegria da ressurreição.”
Num tom profundamente pastoral, o Papa sublinhou que a alegria pascal não ignora o sofrimento humano, mas antes o acolhe e transforma:
“Com esta alegria, não pretendemos apagar nem abafar o clamor de quem sofre, mas abraçá-lo… para que, mesmo na dor, permaneça viva a nossa fé e, com ela, a esperança num mundo melhor.”
Neste contexto, Sua Santidade fez referência às situações de conflito que continuam a marcar a actualidade internacional, expressando particular preocupação com o sofrimento das populações civis. Referindo-se à Ucrânia, afirmou:
“Lamento profundamente a recente intensificação dos ataques… manifesto a minha proximidade a quantos sofrem e asseguro as minhas orações por todo o povo ucraniano”, reiterando o apelo “para que as armas cessem e se siga o caminho do diálogo.”
O Santo Padre evocou igualmente o Médio Oriente, assinalando com esperança os sinais de trégua no Líbano:
“A trégua anunciada é motivo de esperança… encorajo todos os que trabalham pela solução diplomática a prosseguirem os caminhos de paz.”
A partir da certeza central da fé cristã — a vitória de Cristo sobre a morte — o Papa Leão XIV convidou todos os fiéis a viverem de forma concreta os frutos da Páscoa:
“Cristo venceu a morte… e é com esta certeza que nos esforçamos por fazer crescer os frutos da Páscoa: o amor, a verdadeira justiça e a paz.”
O momento de oração prosseguiu com a recitação do Regina Coeli, numa expressão de louvor e alegria pela Ressurreição, seguida de súplicas pela vida eterna, pela comunhão dos fiéis e pelo descanso eterno dos que partiram.
Antes de concluir, o Santo Padre confiou o povo de Deus à intercessão da Virgem Maria, pedindo que a presença do Ressuscitado permaneça viva nos corações:
“Que a Mãe de Jesus nos ajude a sentir sempre forte, perto de nós, a presença do seu Filho ressuscitado.”
A celebração terminou com a bênção apostólica, na qual o Papa invocou sobre todos os presentes e sobre o povo angolano os dons da alegria pascal, da liberdade em Cristo e da esperança na vida eterna.
Este momento de oração, vivido em solo angolano mas em comunhão com a Igreja universal, constituiu um forte sinal de unidade, reafirmando a missão da Igreja como instrumento de paz, de reconciliação e de esperança para todos os povos.
Por – Alexandre Cose

