Dezassete anos depois do Papa Bento XVI e trinta e quatro anos depois de São João Paulo II ter beijado o solo angolano, o Vaticano volta a olhar para o “Coração de África”.
A visita do Papa Leão XIV, agendada para 18 a 21 de Abril de 2026 próximos, não é apenas um evento diplomático; é o fechar de um ciclo de resiliência e o abrir de um novo capítulo de reconciliação.
A escolha de Saurimo, no Leste, e do Santuário da Muxima, no Icolo e Bengo, revela a estratégia de um Pontífice que privilegia as periferias.
Na Muxima, Leão XIV encontrará uma Basílica que nasceu de um sonho em 2009 e que hoje se ergue como símbolo da identidade nacional.
Ao caminhar entre os idosos de Saurimo e a juventude vibrante do Kilamba, o Santo Padre não visita apenas uma nação de maioria cristã; ele visita “a sua casa”.
Este périplo ocorre num momento de profunda carga emocional: o primeiro aniversário do falecimento do Papa Francisco.
A despedida de Angola, no dia 21 de Abril, será tingida por esta memória, unindo o legado de misericórdia de Francisco à mensagem de paz e “desarmamento da língua” que Leão XIV traz como bandeira para 2026.

