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PAPA LEÃO XIV RECEBIDO EM LUANDA COM PROFUNDA ALEGRIA E ESPÍRITO DE COMUNHÃO ECLESIAL

A Igreja em Angola e São Tomé viveu, neste Sábado, um momento de grande significado espiritual e eclesial, com a chegada de Sua Santidade o Papa Leão XIV ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, dando início à sua visita pastoral ao país.

À chegada, o Santo Padre foi acolhido pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, pela Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, bem como pelo Núncio Apostólico e diversas entidades civis e eclesiásticas, num ambiente marcado pela cordialidade institucional e pelo respeito mútuo entre o Estado e a Igreja.

Após o momento protocolar de boas-vindas, o Papa Leão XIV iniciou o seu percurso pela cidade de Luanda no papamóvel, sendo calorosamente saudado por uma multidão de fiéis que, desde as primeiras horas do dia, acorreu às principais artérias da capital para testemunhar este acontecimento histórico.

Ao longo do trajecto até ao Palácio Presidencial, o Santo Padre manteve-se de pé durante largos minutos, abençoando e saudando os fiéis, num gesto contínuo de proximidade pastoral que tocou profundamente o povo angolano. A presença de milhares de cidadãos — provenientes de diferentes estratos sociais, religiosos e culturais — testemunhou não apenas a vitalidade da fé cristã, mas também o espírito de unidade e acolhimento que caracteriza a nação.

À entrada da Nunciatura, antes do encontro privado com os Bispos de Angola na sede CEAST, o Santo Padre acenou, a partir de janela do edifício da Nunciatura a centenas de jovens congregados no largo Martin Luther King.

A visita decorre 17 anos após a presença de Sua Santidade o Papa Bento XVI em Angola, reafirmando os laços históricos entre a Santa Sé e o povo angolano, e inscrevendo-se numa tradição de proximidade pastoral da Igreja Universal com o continente africano.

Importa sublinhar o papel determinante das forças de segurança, das estruturas organizativas e dos numerosos voluntários, incluindo os escuteiros católicos, que asseguraram o bom desenrolar do acolhimento, garantindo ordem, segurança e assistência aos peregrinos ao longo de todo o percurso.

Já no Palácio Presidencial, teve lugar um encontro à porta fechada entre o Santo Padre e o Chefe de Estado angolano, num momento de diálogo que reforça a cooperação institucional e os valores comuns em prol da paz, da reconciliação e do desenvolvimento humano integral.

Depois da recepção presidencial, o Presidente da República e o Santo Padre apresentaram comunicações no encontro com autoridades, sociedade civil e corpo diplomático (no salão nobre). O Santos Padre orou pelas vítimas das calamidades das chuvas em Benguela, expressou que a África é m continente de esperança e que é preciso, a África, superar fenómenos de inimizades que dilacera os seus tecidos sociais.

“No princípio está o diálogo”, disse.

“Não temais as divergências, mas sabei gerir conflito, colocai o bem comum a cima de tudo”, defendeu.

O Presidente Angola falou dos desafios do país, do continente e os desafios dos conflitos mundiais actuais. Apelou ao fim das guerras sobretudo no Médio Oriente e no Estreiro de Ormuz.

A visita de Sua Santidade o Papa Leão XIV representa, assim, um tempo de graça para a Igreja em Angola e São Tomé, convocando todos os fiéis à renovação da fé, ao aprofundamento da comunhão e ao compromisso com os valores do Evangelho.

Nos próximos dias, o programa pastoral do Santo Padre incluirá a celebração da Santa Missa campal na Centralidade do Kilamba, bem como encontros com comunidades eclesiais e sociais, constituindo uma oportunidade privilegiada de encontro com Cristo e de fortalecimento da missão da Igreja no país. Neste tempo de júbilo, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé convida todos os fiéis a viverem esta visita com espírito de oração, comunhão e renovada esperança, acolhendo o Santo Padre como sinal visível da unidade da Igreja e pastor universal do Povo de Deus.

Por Alexandre Cose

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